Máscaras no Japão

No começo da década de 2000 um médico alergista japonês recomendou que seu paciente usasse máscaras cirúrgicas ao maior tempo possível por causa de uma alergia ao pólen como de cedros e ciprestes chamada por lá de kafunsho (febre do feno). Em algumas situações em que o paciente está muito doente, é possível presenciar essas pessoas ao redor do mundo usando essas máscaras cirúrgicas. Até aí nada de anormal.

Essa moda de usar máscaras cirúrgicas por causa do pólen que causava alergias pegou em todo o Japão e se espalhou pela ásia quando vieram a SARS, gripe aviária e suína. Com o tempo foi sendo indicado a usar para outras doenças como gripes e refrisados comuns.

E isso se inseriu na cultura japonesa a ponto de qualquer um que tossisse e espirrasse sem usar a tal máscara, despertava um olhar de ódio de quem estava ao seu redor. Pois é sabido que além de se proteger também protegia os outros no caso de vírus da gripe.

Começou-se também a usar na época da gripe espanhola na década de 1910. Essa pandemia matou milhões de pessoas pelo mundo.

Depois de um tempo na década de 2010 a população japonesa, já doente civilmente, começaram a usar por ter vergonha alheia e não querer nem mostrar seu rosto. Acredita?

Outras causas de usar máscara seriam o frio, poluição em gral, baderneiros, timidez e até por moda mesmo.

Mas usar máscaras para proteger os outros era uma novidade para mim quando visitei o Japão em 2018. Até que ficou claro quando soube. Mas no Brasil isso é impensável até que chegou o novo coronavírus no final de 2019. Em poucos dias esse hábito cultural asiático foi inserido no mundo inteiro.

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